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Solitária é a noite dos homens
Quando não existe o sentido do amor
Que aproximaria os velhos ou os jovens
Da ceia da comunhão e seu doce sabor.
Um caminho bastante solitário
Trilha quem na multidão faz a sua morada,
Tornando tudo ilusório
Ao sepultar a paz da união e sua alvorada.
Mais solitária do que a própria solidão
De quem vive só e numa íntima escuridão,
É viver nas aparências da vida social
Com toda sua pompa e requinte mais banal.
Solitária é a noite sem estrela e luar
De um ser desprovido do senso de compartilhar.