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Qualquer conhecimento que não tenha como meta a compreensão do sentido da vida humana e dos significados da própria existência está fadado a superficialidade e a banalização, levando o mundo ao nonsense de sua degradação. Ora, tudo o que o ser humano constrói é sempre dotado de uma razão, ainda que este se erga de forma insconsciente de seus objetivos. Assim como toda produção criada pelo engenho humano e toda técnica não deixam de estar embasada num fundamento, sem a qual nada disso diria alguma coisa. O pensar com vistas a própria dignificação do ser humano é, antes de mais nada, a capacidade humana de compreender todas as suas motivações e os porquês de seu agir no mundo; as suas criações e as suas necessidades da sua vida em sociedade. No entanto, quando tais ações são meramentes instrumentos eficazes para alimentar algo alheio a vida da dignidade dos seres em comunhão, o próprio conhecimento que diria algo do ser de um ente se degrada numa mera instrumentalização que usa a vida como um simples meio para fins estranhos a humanidade. Então, nesse caso, há um grande risco de que a vida dos seres seja profundamente ameaçada com a crise de valores e a perda da esperança no nonsense da existência.