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Olhei para o infinito da vastidão
E me senti tão ínfimo e frágil nessa solidão!
Ao mesmo tempo, um sonho de eternidade
Percorreu o meu ser em estado de liberdade.
Acompanhei melancolico a história da humanidade
E só vi misérias, injustiças e a impunidade
Como testemunho do sofrimento
Que acompanha a vida nesse vão tormento.
Senti com lucidez o impacto da dor de existir
E a consciência de ser passível de perecer
A qualquer hora como uma chama prestes a se esvair.
Na insignificância do meu viver
Percebi atônito que existe um pendor que me faz emergir
Como uma maré que se eleva no furor do seu ser.