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ESPETACULARIZAÇÃO, CONSUMO E ENTRETENIMENTO
Nem sempre o que faz mais sucesso é o melhor, pois de fato, como diz bem a máxima: nem tudo o que brilha é ouro. Indo nessa mesma direção, não necessariamente quem é talentoso e influente é um modelo de conduta a ser seguido por todos, ainda que muitos o sigam. Infelizmente, vivemos numa grande ilusão de percepção do mundo a nossa volta.
A nossa época lamentavelmente glamouriza o sucesso e a fama; e faz do status que a todos hipnotiza um motivo para a idolatria cega; mas, nesse tempo em que vivemos há pouquíssimo subsídio que possa fazer justiça a quem produz conteúdos de qualidade e autenticidade.
Quase toda arte que se faz hoje está direcionada (existem sempre, é claro, exceções a regra) para o mero espetáculo das massas, ou seja, para o seu usufruto momentâneo; e, na pior das hipóteses, tal entretenimento serve apenas para o alívio fugaz do tédio e o exacerbamento das práticas mais abjetas em público. Às vezes, nem sequer é exigido algo que traz reflexão e transformação da consciência. Antes, impulsiona uma catarse de emoções que servem somente para a satisfação efêmera de um prazer perverso e, algumas vezes, sem mesmo os limites éticos.
A futilidade, juntamente com certo talento de entretenimento, é simplesmente o que basta para abarcar um público ávido de sensações fugazes e imediatistas tal como um produto que se vende com vistas a uma funesta espetacularização, onde ser seguido nas redes sociais e ser ovacionado através de gestos escandalosos é bem mais louvável do que a beleza da obra criada pela maestria do seu autor.