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Entre a inquietação filosófica que nos presenteia com intuições formidavelmente desconcertantes e o dogmatismo que visa se fechar em si mesmo, sem permitir qualquer flexibilidade e tampouco um diálogo produtivo acerca de outras possibilidades de significados, é sempre mais preferível a primeira alternativa, pois nenhum saber se manifesta sem a abertura que damos a novos entendimentos e compreensões acerca de qualquer coisa que se revela aos nossos olhos. Há nos arroubos da inquietação uma veia lírica e uma sinceridade mais aterradora e instigante do que a certeza de certos dogmas incontestáveis que nunca nos ajudam em nosso conhecimento e aprofundamento das coisas mais sérias e sagradas. A busca impulsionada pela inquietação, uma necessidade orgânica e existencial pelas perguntas últimas e inquietantes da vida, pode nos trazer grandes descobertas justamente porque leva o ser humano a sair de sua zona de conforto em direção a um caminho de liberdade de pensar, de se examinar e de admirar por conta própria o que tem a propriedade de transformar e edificar o seu ser.